terça-feira, 14 de julho de 2015

"Laudato Si" :Louvado Sejas


Recentemente os olhos dos meios de comunicações mundiais voltaram-se para o Vaticano, para a divulgação da já aguardada Encíclica do Papa Francisco. Uma encíclica é um texto que em longas páginas detalha temas referentes à doutrina e à pastoral, como cultura e economia e, agora, no caso da Laudato Si, os cuidados com o meio ambiente. As encíclicas refletem os problemas enfrentados pela sociedade contemporânea e orienta a ação dos católicos para a solução destes. 
O primeiro Papa a usar o nome de Francisco empresta deste o cuidado pela natureza e por todo tipo de vida. Laudato Si, significa Louvado Sejas, e de fato nos convida a olhar o mundo e a criação não como fonte inesgotável de riquezas, mas sim como casa comum, e, portanto, temos o dever de cuidar e respeitar. 
Dom Sérgio da Rocha presidente da CNBB ressalta que a encíclica Laudato Si, é “uma carta de intenções do pontificado de Francisco” e que “A importância deste texto vai muito além da Igreja. ” Segundo o teólogo Francisco Ribeiro professor da PUC-SP: “Francisco pode encaminhar o que muitos líderes e cientistas não conseguiram fazer. ” De fato, o sucessor de Pedro, pretende chacoalhar todas as nações e forças vivas que lutam em defesa do meio ambiente, e alertar o mundo dos graves efeitos que os desequilíbrios do clima podem causar na vida das pessoas, sobretudo nos mais pobres. Assevera Francisco: “A desigualdade não afeta apenas os indivíduos, mas países inteiros, e obriga a pensar uma ética das relações internacionais (...). O aquecimento causado pelo enorme consumo de alguns países ricos tem repercussões nos lugares mais pobres da Terra, especialmente na África, onde o aumento da temperatura, juntamente com a seca, tem efeitos desastrosos no rendimento das cultivações. ” 
Para nós que moramos num berçário mundial, o texto de Francisco nos convoca a reconhecer a beleza da criação e a lutar para defende-la, sigamos o exemplo de um outro Francisco que viveu a muito tempo atrás e que chamava de irmã todas as criaturas e que por meio de toda a criação possamos dizer Louvado Seja meu bom Senhor. 
Guilherme Oliveira


MISSA - PARÓQUIA DO SANTÍSSIMO


Convidamos você e sua família para participar hoje da Santa Missa, às 19h15, na comunidade do Santíssimo Sacramento. A liturgia de hoje é de responsabilidade da Ceb Caminhando com Jesus e Maria do Distrito 9. 
Participe Conosco!


sábado, 11 de julho de 2015

LITURGIA DOMINICAL


15º DOMINGO Tempo Comum
Cor: Verde
1ª Leitura - Am 7,12-15
Salmo - Sl 84,9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)
2ª Leitura - Ef 1,3-14
Evangelho - Mc 6,7-13
REFLEXÃO
Porque existe a religião? Podemos dizer que há várias respostas: uns podem dizer que é a religião que nos dá o sentido da vida e as explicações porque a vida existe. Outros podem dizer que é para pedir proteção e nos ajudar nos momentos de dificuldade. Outros, que é ópio do povo, simplesmente anestesia na hora do sofrimento ou das dificuldades. Outros podem usar a religião para seus próprios interesses, para se manter no poder ou até para ganhar dinheiro. Até os dias de hoje a religião é usada para todos estes fins. Podemos verificar tantas seitas que surgem onde a primeira e até a única preocupação é o dinheiro. Fazer oferta para receber em troca as bênçãos de Deus.

Amós era um profeta que foi chamado por Deus e foi para o santuário do Rei, lá ele começou a falar sobre a verdadeira religião, que é a prática da justiça e da misericórdia. Mas chegando lá, o profeta do rei, Amasias, disse para ele: “Sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar o teu pão! ”. Para Amasias, a profecia era para ganhar dinheiro, mas o profeta respondeu: “Não sou profeta nem sou filho de profeta, sou pastor de gado e cultivo sicômoros. O Senhor chamou-me e disse: vai profetizar para o meu povo”. Em outras palavras, anunciar a palavra de Deus é anunciar o verdadeiro sentido da religião.
No Evangelho de hoje, Jesus envia os seus discípulos de dois em dois para a missão, dando poder para expulsar todo o mal. Nesta missão é preciso despojamento e disponibilidade, pois a missão exige o compromisso de anunciar o Reino. Para isto é necessário desejar a paz a todas as pessoas e ao mesmo tempo sacudir a sujeira dos pés daqueles que não aceitam a mensagem e não respondem ao chamado de conversão. Para Jesus a verdadeira religião é justamente o compromisso com a missão onde o Reino é anunciado e onde os discípulos se colocam a caminho, despojados e disponíveis.
Para São Paulo a religião significa também filiação, herdeiros do mistério de Cristo e, portanto, marcados pelo Espírito para adquirir vida nova e os frutos do Reino. A verdadeira religião é viver como herdeiros das promessas de Deus.
Hoje, qual o sentido da religião para nós? Com certeza, vamos dizer que é a religião que nos mostra o sentido da vida e nos dá as explicações para o porquê da vida. Mas também precisamos sempre lembrar que viver a religião é um desafio. Acreditar, ter fé é muito mais que simplesmente pedir a Deus o que precisamos ou usar a religião para nos confortar nos momentos de dificuldade. É claro que a religião nos ajuda para enfrentar os nossos momentos de incerteza, dúvidas e sofrimentos. Mas praticar a fé é também aceitar o desafio de trabalhar pelo Reino de Deus. É viver os valores deste Reino no dia-a-dia na nossa prática e nas nossas ações, pois como herdeiros das promessas de Cristo, também somos chamados a participar da missão, pelo despojamento e disponibilidade.
Ninguém pode usar a religião para manipular ou explorar ou enganar o outro. O verdadeiro sentido é o compromisso com o Reino e a disponibilidade para a missão. O salmo de hoje é uma grande suplica para todo aquele que quer viver este compromisso, pois na alegria de viver conforme a vontade de Deus, somos todos chamados a participar da dança da vida que está para começar. Nesta dança formam os pares: o amor e a fidelidade, a justiça e a paz, e a fidelidade e a justiça.
Frei Gregório Joeright, ofm

sexta-feira, 10 de julho de 2015

MISSA - PARÓQUIA SÃO SEBASTIÃO


Convidamos você e sua família para participar hoje da Santa Missa, às 18h30, na comunidade de São Sebastião. 
Participe Conosco!




segunda-feira, 6 de julho de 2015

ENCONTRO GERAL POSTULANTES E INTRODUTORES

Os postulantes e introdutores da catequese de adultos da Área São Sebastião-Santíssimo, estiveram reunidos neste domingo (05/07). No encontro geral refletimos sobre uma introdução aos evangelhos e uma pequena olhada sobre o evangelho de Marcos. Frei Gregório conduziu a reflexão, e no final foi partilhado um delicioso lanche entre todos.






sábado, 4 de julho de 2015

14º DOMINGO Tempo Comum

Cor: Verde
1ª Leitura - Ez 2,2-5
Salmo - Sl 122,1-2a.2bcd.3-4 (R. 2cd)
2ª Leitura - 2Cor 12,7-10
Evangelho - Mc 6,1-6
REFLEXÃO
Muitas vezes recebemos um convite para participar de algum evento ou manifestação, para realizar algum trabalho ou ajudar uma pessoa, ou para a casa de alguém ou até para participar da comunidade e recusamos o convite. Podemos perguntar: por que recusar o convite de alguém? Pode ser que aquele evento não nos interessa e assim não achamos que vale a pena gastar nosso tempo; pode ser também que existe algum preconceito contra a pessoa que nos convidou e assim recusamos porque não queremos ficar na presença da pessoa; ou pode ser por medo, vai exigir de nós e assim será necessário sair da nossa zona de conforto.

Ao mesmo tempo, podemos dizer que existe certas coisas que nos causam admiração. A beleza faz a gente admirar, pode ser uma foto, uma cena da natureza ou uma obra de arte. Também quando alguém fala com sabedoria, ficamos admirados com aquele ensinamento. Podemos ficar admirados diante de algo que nunca vimos ou ouvimos e assim exclamamos: “nunca vi uma coisa assim! ”.
O ensino de Jesus no evangelho de Marcos causa duas reações contrarias: admiração e recusa. Os líderes e o próprio povo ficaram, em primeiro lugar, admirados: “Como conseguiu tanta sabedoria”. Mas ao mesmo tempo ficaram escandalizados e recusaram este novo ensinamento dado com autoridade: “Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria? ”. Com certeza a rejeição de Jesus foi por causa do preconceito e do medo. Como aceitar a sabedoria vinda de um trabalhador e ficaram com medo de um ensinamento que compromete e que exige mudança de comportamento e pensamento. Assim não acolheram Jesus na sua própria terra e a hostilidade foi sinal de não somente rejeitar o novo que Jesus ensinava, mas também de acreditar nas suas obras. Esta falta de acolhimento fez com que Jesus não podia realizar milagres em sua própria terra, impedindo o avanço do reino de Deus. O preconceito fechou o coração daquelas pessoas e não perceberam a ação de Deus na pessoa de Jesus.
A recusa também é sinal de rebeldia como escutamos na profecia de Ezequiel. Mas o profeta tem a certeza da presença de Deus, que está do seu lado, pois mesmo o povo não escutando a palavra do profeta e continuando como bando de rebeldes, fica sabendo que houve entre eles um profeta. O povo pode continuar com cabeça dura e coração de pedra, mas é Deus que garante o sucesso da missão.
E nós, como aceitamos a mensagem de Jesus? Escutamos a Palavra de Deus todas as semanas, a mensagem de Jesus é nos dirigida através do evangelho e, no primeiro momento, podemos ficar admirados pelas palavras, imagens e ensinamentos. Podemos até exclamar: “nunca vimos coisa assim! ”. Mas a admiração precisa passar para a aceitação e acolhimento. A liturgia de hoje nos deixa um grande questionamento: temos uma cabeça dura e um coração de pedra diante da mensagem que escutamos?
Aqui é bom retomar as razoes pelas quais podemos recusar esta mensagem. Primeiro, será que a mensagem de Jesus realmente nos interessa? Estamos disponíveis para gastar nosso tempo na leitura, na escuta e na reflexão da palavra de Jesus? Sem ouvir, sem meditar e sem dedicar nosso tempo não estamos acolhendo Jesus no coração. Depois, podemos também agir com preconceito diante de Jesus. Quando não acolhemos os nossos irmãos e nossas irmãs mais necessitados e humildes estamos também recusando a presença de Jesus em nossas vidas. Também, podemos ter preconceito de participar da comunidade. Talvez não gostamos do padre, do catequista ou animador e assim recusamos de encontrar Jesus na vivência comunitária. Finalmente, podemos ainda ter muito medo. A mensagem de Jesus pode incomodar. Exige mudança de pensamento e ação. É muito mais fácil rejeitar o que Jesus nos fala do que sair do nosso estado de comodismo e nossa zona de conforto.
Com certeza, todos nós ficamos admirados diante da mensagem de Jesus, pois continua sendo uma mensagem atual e penetrante. Mas, não podemos continuar de cabeça dura e coração de pedra, é necessário passar da admiração para o acolhimento. Para que isto aconteça, é preciso perceber que, em Jesus, Deus continua agindo no mundo e o seu Reino está presente quando escutamos e acolhemos a sua palavra, deixando que ela penetre até o íntimo do coração.
Frei Gregório Joeright


quinta-feira, 2 de julho de 2015

FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS.

Nas noites de terça e quarta feira passada (30/06 e 01/07) no Centro Paroquial de São Sebastião aconteceu a continuidade do processo de formação para catequistas da Área São Sebastião-Santíssimo. Estiveram presentes os catequistas de crianças, jovens, adultos e do batismo. Frei Rômulo assessorou as duas noites de encontro, mostrando-nos os períodos históricos da Catequese da Igreja, e assim iluminando a nossa catequese de hoje.