segunda-feira, 12 de setembro de 2016

ABERTURA DA SEMANA DIOCESANA DO DÍZIMO - ÁREA SÃO SEBASTIÃO SANTÍSSIMO


Neste último domingo, a Área São Sebastião-Santíssimo celebrou a abertura da Semana Diocesana do Dízimo, que neste ano tem o tema: "Dízimo: A partilha qu nasce de um coração misericordioso". Em São Sebastião na missa das 8h e no Santíssimo as 17h30. As visitas já estavam acontecendo em nossa área desde o dia 29 de agosto, convidando justamente para este momento e divulgando a Semana. Como gesto concreto as famílias trouxeram um material de higiene pessoal que será ofertado para o Asilo São Vicente de Paula. Após a missa, foi realizada uma deliciosa partilha. A participação da comunidade foi muito grande, o que para nós é motivo de alegria. 
A semana segue até o dia 18 de setembro! Você que já faz a experiência da Partilha por meio do Dízimo, nosso muito obrigado! Você que ainda não fez essa opção, procure-nos, venha contribuir com a sua comunidade e ajudar na missão evangelizadora da Igreja! Que nossos gestos de partilha e de misericórdia sejam sinais do Reino de Deus no meio do mundo!








sábado, 10 de setembro de 2016

24º DOMINGO Tempo Comum

Cor: Verde
1ª Leitura - Ex 32,7-11.13-14
Salmo - Sl 50, 3-4.12-13.17.19 (R. Lc 15,18)
2ª Leitura - 1Tm 1,12-17
Evangelho - Lc 15,1-32
Reflexão 
O sofrimento faz parte da nossa vida e tem vários tipos de sofrimento. Há o sofrimento físico, causando pela dor e doença; o sofrimento emocional, causado pelas perdas, pela infidelidade ou crueldade das pessoas ou pela magoa, rancor e tristeza; o sofrimento espiritual, causado pela falta de sentido na vida. As leituras da liturgia de hoje mostram os vários tipos de sofrimento.
Primeiro, o sofrimento de Deus, causado pela infidelidade do seu povo que, apesar de ter recebido inúmeros favores de Deus na libertação da Egito, se afastou do caminho da aliança, construiu um bezerro de ouro e adorou outros deuses. O sofrimento de Paulo que tinha colocado como sentido da vida dele a prática da Lei, e, por isso, blasfemava, insultava, perseguia e agia com ignorância de quem não tem fé. Jesus sofria pela incompreensão dos fariseus e mestres da Lei que criticava Jesus, dizendo: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. O sofrimento do pastor e da mulher que perderam uma ovelha e uma moeda e ficaram angustiados até encontrar. O sofrimento do pai que viu seu filho mais novo levar a herança e partiu para uma terra distante e o filho mais velho recusar de receber o irmão de volta. O sofrimento do filho mais novo que queria a sua liberdade, caiu no pecado e erro e depois passou fome querendo comer o que davam aos porcos.  
Ninguém quer sofrer e, por isso, há hoje uma grande indústria para resistir ao sofrimento, simbolizado pela ganancia e pelo fascínio dos bens materiais, pela cultura do corpo e do bem-estar e pela plena confiança na tecnologia para resolver todos os problemas. Mas, diante do sofrimento, há um outro caminho. Caminhar em solidariedade com o sofrimento dos outros e até, do nosso próprio sofrimento. Mas este outro caminho exige duas coisas: coragem que significa a ação do coração e misericórdia que significa o coração que abraça a miséria do outro. De fato, exige coragem e misericórdia para caminhar em solidariedade com o sofrimento dos outros. 
Foi com coragem que Moisés suplicava ao Senhor lembrando da aliança firmada com Abraão e Isaac e do poder da sua mão forte que fez o povo sair da escravidão. Deus agiu com misericórdia quando desistiu do mal que ameaçava fazer. Foi com coragem que Paulo reconheceu o seu pecado e sua ignorância pela falta de fé, encontrando a misericórdia de Deus que fez dele um modelo para todos aqueles que creem em Jesus para alcançar a vida eterna. Foi com coragem que Jesus não desistiu da sua missão quando acolheu os pecadores e mostrou a misericórdia de Deus através das suas parábolas. Foi com coragem que o filho reconheceu seu pecado e lembrou da casa do Pai na certeza que ia encontrar não somente pão para saciar a fome, mas também o perdão e a misericórdia. 
Tudo isso pode ser resumido no Pai da parábola do filho prodigo. Ele foi capaz de caminhar em solidariedade com o sofrimento dos outros. Primeiro, ele respeitou a liberdade do filho mais novo que saiu com a herança para uma terra distante. Nunca desistiu de esperar o retorno do filho e quando o avistou, correu ao seu encontro. Foi com coragem que ele abraçou o filho e o beijou, nem deixou que o filho pedisse perdão, mas agiu com misericórdia e mandou fazer a festa para se alegrar pela volta do filho que estava morto e tornou a viver, estava perdido e foi encontrado. Foi com coragem que o Pai saiu ao encontro do filho mais velho que recusou a participar da festa, pedindo que ele também reconhecesse o sentido da misericórdia e se alegrasse com a volta do irmão mais novo. 
Nesta parábola temos a imagem de Deus nosso Pai que age pelo coração quando abraça a nossa miséria de pecadores. É esta coragem e misericórdia que também nos incentiva a reconhecer a nossa própria miséria e encontrar a misericórdia que Deus nos oferece. Que nós também tenhamos coragem para praticarmos a misericórdia e caminhar em solidariedade com o sofrimento dos outros.
Frei Gregório Joeright, ofm

terça-feira, 30 de agosto de 2016

JUBILEU DOS CATEQUISTAS


Neste domingo (28/08) celebramos o jubileu dos catequistas da Região 1 de pastoral. O encontro foi realizado no Seminário São Pio X e contou com a presença das comunidades da Região. Iniciamos com uma celebração eucarística presidida por nosso bispo D. Flávio Giovenale. A programação continuo com a mensagem do Papa Francisco para os catequistas e com uma reflexão sobre o que é misericórdia e as obras de misericórdia, conduzida por Frei Gregório Joeright. Foi um belo momento de encontro, celebração e partilha. Parabéns pars todos os nossos catequistas, homens e mulheres que dedicam um pouco do seu tempo para servir com amor a comunidade! 
"Catequista vai formar, o meu povo minha gente..."







RITO DE ENTREGA DO PAI-NOSSO

Neste último sábado (27/08) aconteceu o Rito de Entrega do Pai-nosso para os postulantes da catequese de adultos da Área São Sebastião-Santíssimo. Seguindo os passos do Itinerário de Iniciação à Vida Cristã, os catequisandos adultos receberam como símbolo a Oração do Senhor, com a missão de rezar e praticar o que nela contém. O rito foi um momento marcante na caminhada dos nossos postulantes. Ao fim da celebração houve também uma benção especial e o parabéns aos nossos catequistas.








segunda-feira, 22 de agosto de 2016

FESTA DE NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO


Cor: Branco
1ª Leitura - Ap 11,19a; 12,1-6a.10ab
Salmo - Sl 44(45),10bc.11.12ab.16 (R. 10b)
2ª Leitura - 1Cor 15,20-26.28
Evangelho - Lc 1,39-56

Reflexão 

Na semana atrasada, eu e minha irmã tivemos a oportunidade de ir para a Missão São Francisco no alto Tapajós entre os indígenas Munduruku. Fomos num avião monomotor e ao chegar na pista da Missão, não foi possível aterrissar por causa de tanta fumaça no ar. Aí nosso piloto disse que o único jeito era ir para uma pista mais perto e depois tentar chegar à missão mais tarde. Fomos para o garimpo Crepurizão. Já era a hora do almoço e compramos uma marmita e depois fomos sentar numa mesa no fundo do hangar. Lá tinha uma mulher que cozinhava e começou a conversar conosco. Ficou com muita alegria quando soube que eramos frades. Mas ela logo começou a chorar por causa das dificuldades que enfrentava. Ela dizia que sentia muita falta de missa e quando ela ia para a igrejinha na comunidade, muitas vezes ficou do lado de fora para rezar o terço porque a porta estava trancada. No meio desta realidade tão dura de garimpo, com tanta exploração, sofrimento, destruição e desvalorização da vida, ela não perdia a fé e a esperança. Ao sair daquele lugar onde o mundo gira em torno do ouro, eu só podia pensar que havia ali uma mulher de muita fé. Ela vivia entre muito sinais de morte, mas a fé e a esperança dela eram sinais de vida.
Na primeira leitura do livro de Apocalipse, aparecem dois sinais:
Uma mulher que está grávida, vestida do sol e uma coroa de doze estrelas. Era uma mulher de fé como sinal de vida
Depois, o dragão, cor de fogo, sete cabeças e dez chifres, com a cauda arrastava uma terça parte das estrelas do céu. 
O que representa estes sinais: a mulher é Maria, mas também a Igreja. O dragão é o mal, mas também o império do mal que era o Império Romano. Entre a mulher e o dragão não há como ganhar, pois, a mulher está grávida de vida nova e sem defesa. Ela representa as pequenas comunidades que estavam nascendo no meio do Império Romano como sinais de vida. Parece que não tinha como resistir, mas é a força de Deus que ganha diante do mal. 
No Evangelho escutamos sobre a visitação de duas mulheres que não podiam ficar grávidas e que se encontram. É o encontro da vida e da esperança: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre”.
Maria proclama a Magnificat, mostrando a sua fé na transformação realizada por Deus:
No campo religioso: Deus derruba as auto-suficiências humanas, confunde os planos daqueles que nutrem pensamentos de soberba, que se afastam de Deus e oprimem os homens.

No campo político: Deus derruba a desigualdade humana, "abate os poderosos de seus tronos e eleva os humildes". Não quer aqueles que exploram os outros, mas aqueles que estão a serviço dos povos para promover o bem das pessoas e da sociedade, sem discriminações raciais, culturais ou políticas.
No campo social: Deus confunde a classe baseada no dinheiro e na riqueza. "Cumulou de bens aos famintos e despediu os ricos de mãos vazias"…para instaurar uma verdadeira fraternidade na sociedade, porque todos são filhos de Deus.
Nesta festa da Assunção, Maria nos ensina três segredos: 
O segredo da fé: “Eis aqui a serva do Senhor”.
O segredo da esperança: “Nada é impossível para Deus”.
O segredo da caridade: “Maria pôs-se a caminho”.

Por isso, a Assunção não é apenas uma verdade para se crer, mas sobretudo um mistério para penetrar. 
É o desejo de vida que todos nós temos. Celebrar a Assunção de Maria é também lembrar que apesar de tantos sinais de morte, nós podemos ser sinais de vida e que pelo nosso compromisso de cristãos cercados pelo grande dragão, somos capazes de vencer o mal pelo bem. Como Maria e como aquela mulher que era sinal de fé no meio de tantos sinais de morte, nós também precisamos também vencer o mal e a morte e viver conforme os desígnios de Deus, sendo sinais de vida.
Frei Gregório Joeright, ofm

ENCONTRO GERAL- CATEQUESE DE ADULTOS

Neste último sábado, em São Sebastião, aconteceu mais um encontro geral da catequese de adultos. A reflexão sobre a Oração do Pai-nosso, foi conduzida pelo Frei Gregório Joeright, ofm. O encontro acontece no fim de semana que antecede o Rito da Entrega do Pai-Nosso, mais um rito do Itinerário Catequético. Contamos com a participação de grande parte dos nossos postulantes e introdutores. Que o Senhor os sustente na caminhada!










sábado, 30 de julho de 2016

18º DOMINGO Tempo Comum

1ª Leitura - Eclo 1,2; 2,21-23
Salmo - Sl 89,3-4.5-6.12-13.14.17 (R.1)
2ª Leitura - Cl 3,1-5.9-11
Evangelho - Lc 12,13-21
Reflexão 
Vaidade das vaidades, tudo é vaidade!  São as palavras do autor do livro Eclesiastes, a primeira leitura da liturgia de hoje. Parece que são palavras sínicas! De alguém que se desgostou da vida, não encontra mais sentido na vida e acha até que o sofrimento e as dificuldades da vida nos colocam diante da futilidade da própria existência. 
De fato, podemos olhar para os valores que são postos para nós. Parece que o consumismo tomou conta do nosso mundo. Muitas pessoas pensam que consumir mais coisas é alcançar a felicidade, mas no fim das contas, quanto mais o desejo de consumir tanto mais a futilidade das coisas. O produto que compramos hoje sai de moda amanha! Se compro uma televisão da última geração, ela já está fora da moda antes de terminar as prestações. O desejo de um carro 0 Km, quando sai da concessionaria o seu valor já diminui 20%. Oh sim, quero um celular que faz tudo, no fim nem 20% dos recursos que tem são usados, e gastei uma fortuna. Sim, é preciso comprar mais e mais, pois assim alcançamos a felicidade, mas no fim ficamos frustrados porque sempre tem uma nova moda, um novo produto, e nunca ficamos satisfeitos, pois continuamos sempre desejando mais e mais.  Então quando as pessoas não conseguem adquirir os últimos lançamentos, ficam irrequietas, quando conseguem ficam enjoadas. Oh, vaidade das vaidades!
Talvez foi esta insatisfação humana que levou um homem do meio da multidão a pedir a Jesus: “Mestre, diz para meu irmão que reparta a herança comigo”. O homem quer que Jesus resolva uma briga de família por causa de bens materiais. Jesus, porem não mostra interesse por isto, sua missão é outra. Para Jesus o que interessa é a conversão para os valores do Reino de Deus. Não que Jesus critique o desejo de viver com dignidade com aquilo que é necessário, mas o que ele denuncia é a mania de depositar e esperança nas riquezas, perdendo a oportunidade de reunir os verdadeiros tesouros. 
Então o verdadeiro tesouro é o que depositamos junto a Deus por meio da solidariedade para com as pessoas, especialmente os mais necessitados. É essa a ideia da parábola de Jesus sobre o homem que fez uma grande colheita e ficou pensando onde guardar toda a sua riqueza, construir depósitos maiores para ter reservas para muitos anos, mas que loucura, pois no final das contas não ia levar nada porque na mesma noite ia pedir de volta a sua vida! Vaidade das vaidades! O ensinamento de Jesus é fundamental: “Onde está o teu tesouro, aí estará também o seu coração. ”
A liturgia de hoje então nos ensina uma grande lição. No evangelho de São Lucas estamos no caminho para aprender o que significa segui-lo. Hoje em dia é muito comum colocar tudo no seguro: há seguro de vida, para carros, roubo, incêndios, acidentes. Mas é preciso também assegurar nossa vida de fé.  O dinheiro nos dá uma falsa sensação de segurança. A nossa única segurança é a vida que levamos em consequência daquilo que acreditamos. 
Assim aquilo que temos não pode ser instrumento de separação ou briga entre as pessoas como muitas vezes acontece, mas sim comunhão com Deus e com os irmãos. Vivemos esta comunhão na partilha e na solidariedade. Senão tudo é vaidade e nunca entenderemos o que Jesus nos ensina: “Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”.
Frei Gregório Joeright, ofm