sábado, 2 de janeiro de 2016

Epifania do Senhor

Cor: Branco
1ª Leitura - Is 60, 1-6
Salmo - Sl 71, 1-2.7-8.10-11.12-13 (R. Cf.11)
2ª Leitura - Ef 3,2-3a.5-6
Evangelho - Mt 2,1-12
Reflexão 
Todos nós sonhamos e quando sonhamos aparecem diante de nós ideias ou imagens que as vezes são lembrados ou as vezes esquecidos. Mas podemos dizer que não temos sonhos somente quando dormimos, também temos sonhos enquanto acordados. São vários sonhos: ganhar na loteria, sonhar com uma casa nova, viver feliz, encontrar a pessoa certa em nossa vida, um mundo mais justo e fraterno. Temos muitos sonhos que sonhamos acordados.
Hoje celebramos Epifania e podemos dizer que Natal e Epifania são dois aspectos do mesmo mistério: a manifestação de Deus em nossa realidade humana. No Natal celebramos o nascimento de Jesus como Filho de Deus, na epifania, a manifestação de Jesus como salvador de todos os povos e nações, representados pelos reis magos.
No evangelho, os magos seguiram a estrela no oriente. Nos nossos presépios, na decoração, sempre colocamos a estrela. Esta estrela representa o sonho dos magos, pois sonhavam em encontrar o Messias e Salvador e seguiram o caminho para a realização deste sonho.
A estrela não é um astro no céu, mas o próprio Jesus que é luz para toda a humanidade. É também o sonho de Deus que, ao assumir a humanidade, quer a paz e a liberdade para todos. Sonho que se torna realidade na pessoa de Jesus que é a manifestação para os homens e as mulheres de boa vontade que lutam pela paz, pela justiça e pela preservação da vida e da criação.
Mas enquanto existe o sonho de Deus, manifestado na pessoa de Jesus, tem também os interesses do poder e da riqueza manifestado na pessoa de Herodes. Para ele, Jesus é um rival religioso que deve ser eliminado. Herodes representa o projeto dos homens e mulheres que querem preservar seus próprios interesses. Para eles a estrela do sonho é simplesmente uma ilusão, uma ameaça, pois querem preservar o sistema de corrupção, injustiça que os favorece. É muito claro isto no Evangelho pois a estrela, o sonho, para de brilhar quando os magos chegam em Jerusalém, o centro do poder de Herodes. Só brilha novamente quando retomam o caminho na procura de Jesus, a luz e o sonho para todos os povos e nações. 
Os magos tinham uma escolha, seguir o caminho da estrela que apontava para a realização do projeto de Deus ou voltar pelo caminho de Herodes que representa a destruição e a morte. Escolheram o caminho da estrela e do sonho.
A festa da Epifania é justamente uma escolha, seguir o caminho de Herodes que leva à morte ou a estrela de Jesus que leva à vida.
Para o cristão verdadeiro é preciso sempre ter na frente a estrela do sonho.
- É a estrela da vida em comunidade que nos leva a vencer o individualismo para viver a fraternidade.
- É a estrela da luta pela natureza que nos leva a reconhecer que toda criação é obra de Deus.
- É a estrela do menino Jesus que na sua fragilidade, lembra as crianças, especialmente as crianças abandonadas e fragilizadas pela exploração. É preciso nos comprometer na luta pela justiça, o sonho de todas as crianças;
- É a estrela de uma Igreja renovada e missionaria que não visa seu próprio poder ou o estrelismo de alguns que querem brilhar mais que Jesus;
- E é a estrela que está na nossa frente e que nos guia para que possamos reconhecer que Jesus é o salvador e que na sua morte e ressurreição realiza o sonho de toda a humanidade.
Para concluir, lembramos do refrão de um canto muito conhecido "Eu quero ver"

Sonho que se sonha só pode ser pura ilusão. / Sonho que se sonha junto é sinal de solução. Então vamos sonhar companheiros, sonhar ligeiro, sonhar em mutirão.
Frei Gregório Joeright, ofm

UMA CULTURA DA PAZ

Na cultura hodierna o militar, o banqueiro e o especulador valem mais do que o poeta, o filósofo e o santo. Nos processos  atuais ela não cria mediações para uma cultura da paz. E sempre, de novo, suscita a pergunta: é possível superar ou controlar a violência? A educação, a democracia, o esporte, o respeito aos direitos humanos e o cultivo de valores éticos podem diminuir a destrutividade.
Onde buscar as inspirações para a cultura da paz? Somos seres sociais e cooperativos. Ao lado de estruturas de agressividade, comparecemos como seres de cuidado, principalmente da vida; temos capacidades de afetividade, com-paixão, solidariedade e amortização.
A cultura da paz começa quando se cultiva a memória e o exemplo de figuras que representam o cuidado e a vivência da dimensão de generosidade que nos habita, como Francisco de Assis, Gandhi, Dom Helder Camara, Luther King, Jr, Jesus, o papa Francisco e outros.
No novo ano que se inicia cada um de nós estabeleça como projeto pessoal e coletivo da paz e os sentimentos de paz. Ela resulta dos valores da cooperação, do cuidado, da com-paixão e da amorosidade, vividos cotidianamente.
Lembremo-nos da fonte riquíssima de paz que é o cultivo da espiritualidade como vem expressa na belíssima oração pela paz de São Francisco de Assis: “Senhor, fazei-me um instrumento  de vossa paz”.

A paz não é apenas uma meta a ser buscada mas também um caminho a ser seguido. Só um caminho de paz gera paz serena e permanente. Ao se “queres a paz prepara a guerra” devemos com determinação opor: “SE QUERES A PAZ PREPARA A PAZ”.
Contribuição: José Baldino S. Vasconcelos 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

FELIZ ANO NOVO!

Desejamos a todos os nossos comunitários, dizimistas, das ceb´s, pastorais, equipes e movimentos um feliz e abençoado ano novo!
Participe conosco de nossas celebrações:
Paróquia de São Sebastião
31/12 – Missa às 19h30
01/01 – Missa às 19h (na chegada da caminhada pela paz)
Paróquia do Santíssimo
31/12 – Missa às 19h15
01/01 – Missa às 17h 


sábado, 26 de dezembro de 2015

CELEBRAÇÃO DE NATAL - ÁREA SÃO SEBASTIÃO SANTÍSSIMO

As celebrações do dia 24 de dezembro, foram de fato marcantes. Momento de profunda reflexão, de encontro com os irmãos e com Jesus menino que vem habitar conosco. Acompanhe nas imagens nossa celebração.
Para visualizar mais fotos acesse: www.facebook.com/sabatissimo








MENSAGEM DE NATAL DO PAPA FRANCISCO

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!
Cristo nasceu para nós, exultemos no dia da nossa salvação! Abramos os nossos corações para receber a graça deste dia, que é Ele próprio: Jesus é o «dia» luminoso que surgiu no horizonte da humanidade. Dia de misericórdia, em que Deus Pai revelou à humanidade a sua imensa ternura. Dia de luz que dissipa as trevas do medo e da angústia. Dia de paz, em que se torna possível encontrar-se, dialogar, reconciliar-se. Dia de alegria: uma «grande alegria» para os pequenos e os humildes, e para todo o povo (cf. Lc 2, 10).
Neste dia, nasceu da Virgem Maria Jesus, o Salvador. O presépio mostra-nos o «sinal» que Deus nos deu: «um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12). Como fizeram os pastores de Belém, vamos também nós ver este sinal, este acontecimento que, em cada ano, se renova na Igreja. O Natal é um acontecimento que se renova em cada família, em cada paróquia, em cada comunidade que acolhe o amor de Deus encarnado em Jesus Cristo. Como Maria, a Igreja mostra a todos o «sinal» de Deus: o Menino que Ela trouxe no seu ventre e deu à luz, mas que é Filho do Altíssimo, porque «é obra do Espírito Santo» (Mt 1, 20). Ele é o Salvador, porque é o Cordeiro de Deus que toma sobre Si o pecado do mundo (cf. Jo 1, 29). Juntamente com os pastores, prostremo-nos diante do Cordeiro, adoremos a Bondade de Deus feita carne e deixemos que lágrimas de arrependimento inundem os nossos olhos e lavem o nosso coração.
Ele, só Ele, nos pode salvar. Só a Misericórdia de Deus pode libertar a humanidade de tantas formas de mal – por vezes monstruosas – que o egoísmo gera nela. A graça de Deus pode converter os corações e suscitar vias de saída em situações humanamente irresolúveis.
Onde nasce Deus, nasce a esperança. Onde nasce Deus, nasce a paz. E, onde nasce a paz, já não há lugar para o ódio e a guerra. E no entanto, precisamente lá onde veio ao mundo o Filho de Deus feito carne, continuam tensões e violências, e a paz continua um dom que deve ser invocado e construído. Oxalá israelenses e palestinos retomem um diálogo direto e cheguem a um acordo que permita a ambos os povos conviverem em harmonia, superando um conflito que há muito os mantém contrapostos, com graves repercussões na região inteira.
Ao Senhor, pedimos que o entendimento alcançado nas Nações Unidas consiga quanto antes silenciar o fragor das armas na Síria e pôr remédio à gravíssima situação humanitária da população exausta. É igualmente urgente que o acordo sobre a Líbia encontre o apoio de todos, para se superarem as graves divisões e violências que afligem o país. Que a atenção da Comunidade Internacional se concentre unanimemente em fazer cessar as atrocidades que, tanto nos referidos países, como no Iraque, Líbia, Iémen e na África subsaariana, ainda ceifam inúmeras vítimas, causam imensos sofrimentos e não poupam sequer o património histórico e cultural de povos inteiros. Penso ainda em quantos foram atingidos por hediondos atos terroristas, em particular pelos massacres recentes ocorridos nos céus do Egipto, em Beirute, Paris, Bamaco e Túnis.
Aos nossos irmãos, perseguidos em muitas partes do mundo por causa da sua fé, o Menino Jesus dê consolação e força.
Paz e concórdia, pedimos para as queridas populações da República Democrática do Congo, do Burundi e do Sudão do Sul, a fim de se reforçar, através do diálogo, o compromisso comum em prol da edificação de sociedades civis animadas por sincero espírito de reconciliação e compreensão mútua.
Que o Natal traga verdadeira paz também à Ucrânia, proporcione alívio a quem sofre as consequências do conflito e inspire a vontade de cumprir os acordos assumidos para se restabelecer a concórdia no país inteiro.
Que a alegria deste dia ilumine os esforços do povo colombiano, para que, animado pela esperança, continue empenhado na busca da desejada paz.
Onde nasce Deus, nasce a esperança; e, onde nasce a esperança, as pessoas reencontram a dignidade. E, todavia, ainda hoje há multidões de homens e mulheres que estão privados da sua dignidade humana e, como o Menino Jesus, sofrem o frio, a pobreza e a rejeição dos homens. Chegue hoje a nossa solidariedade aos mais inermes, sobretudo às crianças-soldado, às mulheres que sofrem violência, às vítimas do tráfico de seres humanos e do narcotráfico.
Não falte o nosso conforto às pessoas que fogem da miséria ou da guerra, viajando em condições tantas vezes desumanas e, não raro, arriscando a vida. Sejam recompensados com abundantes bênçãos quantos, indivíduos e Estados, generosamente se esforçam por socorrer e acolher os numerosos migrantes e refugiados, ajudando-os a construir um futuro digno para si e seus entes queridos e a integrar-se nas sociedades que os recebem.
Neste dia de festa, o Senhor dê esperança àqueles que não têm trabalho e sustente o compromisso de quantos possuem responsabilidades públicas em campo político e económico a fim de darem o seu melhor na busca do bem comum e na protecção da dignidade de cada vida humana.
Onde nasce Deus, floresce a misericórdia. Esta é o presente mais precioso que Deus nos dá, especialmente neste ano jubilar em que somos chamados a descobrir a ternura que o nosso Pai celeste tem por cada um de nós. O Senhor conceda, particularmente aos encarcerados, experimentar o seu amor misericordioso que cura as feridas e vence o mal.
E assim hoje, juntos, exultemos no dia da nossa salvação. Ao contemplar o presépio, fixemos o olhar nos braços abertos de Jesus, que nos mostram o abraço misericordioso de Deus, enquanto ouvimos as primeiras expressões do Menino que nos sussurra: «Por amor dos meus irmãos e amigos, proclamarei: “A paz esteja contigo”»! (Sal 122/121, 8).

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Natal

Natal 
Primeira Leitura - Is 9,1-6
Salmo Responsorial - Sl 95
Segunda Leitura - Tt 2,11-14
Evangelho - Lc 2,1-14
Reflexão 
Todo ano temos o costume de montar o presépio em nossas igrejas e casas. Podemos olhar para o presépio e perguntar: o que de fato enxergamos? A cena é do nascimento de Jesus, aquilo que aconteceu 2000 anos atrás. Esta cena nos atrai, gostamos de olhar para o presépio e contemplar aquela cena. Mas, pensando bem, não foi nada de extraordinário. É simplesmente a cena do nascimento de uma criança e uma criança pobre. Algo que acontece todos os dias. Mas, a cena do nosso presépio é especial e só pode ser compreendido com os olhos da fé. A fé enxerga para além das imagens no presépio, para algo que nos toca, pois é uma cena da manifestação do verdadeiro amor. Deus assumiu a nossa natureza, foi ao nosso encontro para nos indicar o sentido da vida e nos mostrar o caminho do amor e da verdade.
Mas é preciso lembrar que esta noite não é somente para contemplar a cena do presépio, mas também experimentar o nascimento de Jesus em nossas vidas. É uma experiência comum para todos os cristãos de todos os tempos. Jesus nasce novamente e nós, pela vivência do amor, atualizamos a cena do presépio em nossa vida. Por isso, podemos dizer que Jesus continua nascendo e, nós, fazemos hoje a experiência do presépio.
Para compreender melhor esta experiência podemos também lembrar de tantas pessoas que no passado que viveram a cena do presépio em suas vidas. Vamos então usar nossa imaginação e trazer personagens do passado para os nossos dias e perguntar para eles – quando e como foi que Jesus nasceu para eles?
Primeiramente, podemos perguntar para Pedro e certamente ele vai responder: Naquela noite quando os sumos sacerdotes levavam Jesus e eu ficava no pátio, perto da fogueira, três pessoas me perguntaram se eu conhecia aquele homem e eu neguei. Naquela hora compreendi a misericórdia de Deus e que Jesus é o Filho de Deus, assim ele nasceu na minha vida.
Perguntamos para Paulo e certamente ele responderá: na estrada de Damasco quando eu, convencido da lei dos Judeus, pensavam que era necessário perseguir os cristãos. De repente uma luz me envolveu e escutei uma voz – Saulo, Saulo, porque me persegues? Fiquei cego, mas três dias depois recuperei a minha visão e enxerguei o mundo novo. Neste dia Jesus nasceu na minha vida.
E se perguntamos para Tomé, ele vai responder: Certamente quando Jesus apareceu ressuscitado e pediu que eu tocasse nas suas chagas. Compreendi que ele é o caminho, a verdade e a vida. Jesus nasceu na minha vida.
E Judas, o que ele vai responder:  Quando vi o julgamento de Jesus, um homem justo e inocente condenado, vi que Jesus esta acima de qualquer tesouro terreno. Não consegui compreender a misericórdia de Deus, mas mesmo na minha fraqueza, Jesus mudou toda a minha vida.
João Batista vai nos dizer: Na hora do batismo de Jesus, escutei uma voz do alto – Este é meu Filho amado, escutem o que ele diz – compreendi o que significa preparar o caminho. O Messias nasceu em minha vida.
Os pastores foram os primeiros a visitar o menino recém-nascido eles vão nos dizer: O anjo apareceu e nos anunciou uma Boa Notícia, vocês vão encontrar um recém-nascido deitado na manjedoura e enrolado em panos. Fomos correndo e acreditamos que aquela criança era o Salvador do mundo. Nasceu para nós a esperança do mundo novo.
Maria, a mãe de Jesus, vai responder: Em Belém, sob as estrelas e aquela luz, eu e José recebemos a visita dos pastores. Era o nascimento de um novo tempo, pois meu filho ensinou o mandamento do amor e por este amor morreu por nós. Me tornei a serva do Senhor e por causa disto, a Palavra habitou entre nós e se tornou carne.
Outra pessoa que podemos perguntar, é Francisco de Assis e ele vai nos dizer: Quando estava na praça pública, diante do meu pai, o bispo e o povo, entreguei a bolsa, a roupa e até meu próprio nome, compreendi o que é viver o evangelho e Jesus se tornou a razão da minha vida.
Então nesta noite o presépio nos fala, não é somente uma cena com imagens, mas a realidade do encontro de Deus com a humanidade. Encontro que não só aconteceu 2000 anos atrás mas continua acontecendo na vida de cada um de nós
Então, a pergunta continua atual para nós hoje, quando Jesus nasceu? Esta pergunta deve ser respondida por cada uma de nós e, para responder, é preciso olhar para dentro de nós e recordar a experiência que nos leva a compreender que o presépio é o encontro de Deus conosco, que a Boa Notícia continua acontecendo hoje e que nós vivemos a experiência do presépio quando seguimos o mandamento do amor que Jesus nos ensinou. E para viver o amor que Jesus nos ensinou, não podemos separar o natal da realidade atual – quem contempla o presépio contempla a vida e reconhece o compromisso de lutar em favor da vida das pessoas, da natureza e de toda criatura.
Frei Gregório Joeright, ofm

Feliz Natal de Jesus!

A Área Pastoral São Sebastião-Santissimo deseja um feliz natal para todos os comunitários e amigos. Que Jesus nasça no coração de cada um. 
#nataldejesus