sábado, 2 de janeiro de 2016

UMA CULTURA DA PAZ

Na cultura hodierna o militar, o banqueiro e o especulador valem mais do que o poeta, o filósofo e o santo. Nos processos  atuais ela não cria mediações para uma cultura da paz. E sempre, de novo, suscita a pergunta: é possível superar ou controlar a violência? A educação, a democracia, o esporte, o respeito aos direitos humanos e o cultivo de valores éticos podem diminuir a destrutividade.
Onde buscar as inspirações para a cultura da paz? Somos seres sociais e cooperativos. Ao lado de estruturas de agressividade, comparecemos como seres de cuidado, principalmente da vida; temos capacidades de afetividade, com-paixão, solidariedade e amortização.
A cultura da paz começa quando se cultiva a memória e o exemplo de figuras que representam o cuidado e a vivência da dimensão de generosidade que nos habita, como Francisco de Assis, Gandhi, Dom Helder Camara, Luther King, Jr, Jesus, o papa Francisco e outros.
No novo ano que se inicia cada um de nós estabeleça como projeto pessoal e coletivo da paz e os sentimentos de paz. Ela resulta dos valores da cooperação, do cuidado, da com-paixão e da amorosidade, vividos cotidianamente.
Lembremo-nos da fonte riquíssima de paz que é o cultivo da espiritualidade como vem expressa na belíssima oração pela paz de São Francisco de Assis: “Senhor, fazei-me um instrumento  de vossa paz”.

A paz não é apenas uma meta a ser buscada mas também um caminho a ser seguido. Só um caminho de paz gera paz serena e permanente. Ao se “queres a paz prepara a guerra” devemos com determinação opor: “SE QUERES A PAZ PREPARA A PAZ”.
Contribuição: José Baldino S. Vasconcelos 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

FELIZ ANO NOVO!

Desejamos a todos os nossos comunitários, dizimistas, das ceb´s, pastorais, equipes e movimentos um feliz e abençoado ano novo!
Participe conosco de nossas celebrações:
Paróquia de São Sebastião
31/12 – Missa às 19h30
01/01 – Missa às 19h (na chegada da caminhada pela paz)
Paróquia do Santíssimo
31/12 – Missa às 19h15
01/01 – Missa às 17h 


sábado, 26 de dezembro de 2015

CELEBRAÇÃO DE NATAL - ÁREA SÃO SEBASTIÃO SANTÍSSIMO

As celebrações do dia 24 de dezembro, foram de fato marcantes. Momento de profunda reflexão, de encontro com os irmãos e com Jesus menino que vem habitar conosco. Acompanhe nas imagens nossa celebração.
Para visualizar mais fotos acesse: www.facebook.com/sabatissimo








MENSAGEM DE NATAL DO PAPA FRANCISCO

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!
Cristo nasceu para nós, exultemos no dia da nossa salvação! Abramos os nossos corações para receber a graça deste dia, que é Ele próprio: Jesus é o «dia» luminoso que surgiu no horizonte da humanidade. Dia de misericórdia, em que Deus Pai revelou à humanidade a sua imensa ternura. Dia de luz que dissipa as trevas do medo e da angústia. Dia de paz, em que se torna possível encontrar-se, dialogar, reconciliar-se. Dia de alegria: uma «grande alegria» para os pequenos e os humildes, e para todo o povo (cf. Lc 2, 10).
Neste dia, nasceu da Virgem Maria Jesus, o Salvador. O presépio mostra-nos o «sinal» que Deus nos deu: «um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura» (Lc 2, 12). Como fizeram os pastores de Belém, vamos também nós ver este sinal, este acontecimento que, em cada ano, se renova na Igreja. O Natal é um acontecimento que se renova em cada família, em cada paróquia, em cada comunidade que acolhe o amor de Deus encarnado em Jesus Cristo. Como Maria, a Igreja mostra a todos o «sinal» de Deus: o Menino que Ela trouxe no seu ventre e deu à luz, mas que é Filho do Altíssimo, porque «é obra do Espírito Santo» (Mt 1, 20). Ele é o Salvador, porque é o Cordeiro de Deus que toma sobre Si o pecado do mundo (cf. Jo 1, 29). Juntamente com os pastores, prostremo-nos diante do Cordeiro, adoremos a Bondade de Deus feita carne e deixemos que lágrimas de arrependimento inundem os nossos olhos e lavem o nosso coração.
Ele, só Ele, nos pode salvar. Só a Misericórdia de Deus pode libertar a humanidade de tantas formas de mal – por vezes monstruosas – que o egoísmo gera nela. A graça de Deus pode converter os corações e suscitar vias de saída em situações humanamente irresolúveis.
Onde nasce Deus, nasce a esperança. Onde nasce Deus, nasce a paz. E, onde nasce a paz, já não há lugar para o ódio e a guerra. E no entanto, precisamente lá onde veio ao mundo o Filho de Deus feito carne, continuam tensões e violências, e a paz continua um dom que deve ser invocado e construído. Oxalá israelenses e palestinos retomem um diálogo direto e cheguem a um acordo que permita a ambos os povos conviverem em harmonia, superando um conflito que há muito os mantém contrapostos, com graves repercussões na região inteira.
Ao Senhor, pedimos que o entendimento alcançado nas Nações Unidas consiga quanto antes silenciar o fragor das armas na Síria e pôr remédio à gravíssima situação humanitária da população exausta. É igualmente urgente que o acordo sobre a Líbia encontre o apoio de todos, para se superarem as graves divisões e violências que afligem o país. Que a atenção da Comunidade Internacional se concentre unanimemente em fazer cessar as atrocidades que, tanto nos referidos países, como no Iraque, Líbia, Iémen e na África subsaariana, ainda ceifam inúmeras vítimas, causam imensos sofrimentos e não poupam sequer o património histórico e cultural de povos inteiros. Penso ainda em quantos foram atingidos por hediondos atos terroristas, em particular pelos massacres recentes ocorridos nos céus do Egipto, em Beirute, Paris, Bamaco e Túnis.
Aos nossos irmãos, perseguidos em muitas partes do mundo por causa da sua fé, o Menino Jesus dê consolação e força.
Paz e concórdia, pedimos para as queridas populações da República Democrática do Congo, do Burundi e do Sudão do Sul, a fim de se reforçar, através do diálogo, o compromisso comum em prol da edificação de sociedades civis animadas por sincero espírito de reconciliação e compreensão mútua.
Que o Natal traga verdadeira paz também à Ucrânia, proporcione alívio a quem sofre as consequências do conflito e inspire a vontade de cumprir os acordos assumidos para se restabelecer a concórdia no país inteiro.
Que a alegria deste dia ilumine os esforços do povo colombiano, para que, animado pela esperança, continue empenhado na busca da desejada paz.
Onde nasce Deus, nasce a esperança; e, onde nasce a esperança, as pessoas reencontram a dignidade. E, todavia, ainda hoje há multidões de homens e mulheres que estão privados da sua dignidade humana e, como o Menino Jesus, sofrem o frio, a pobreza e a rejeição dos homens. Chegue hoje a nossa solidariedade aos mais inermes, sobretudo às crianças-soldado, às mulheres que sofrem violência, às vítimas do tráfico de seres humanos e do narcotráfico.
Não falte o nosso conforto às pessoas que fogem da miséria ou da guerra, viajando em condições tantas vezes desumanas e, não raro, arriscando a vida. Sejam recompensados com abundantes bênçãos quantos, indivíduos e Estados, generosamente se esforçam por socorrer e acolher os numerosos migrantes e refugiados, ajudando-os a construir um futuro digno para si e seus entes queridos e a integrar-se nas sociedades que os recebem.
Neste dia de festa, o Senhor dê esperança àqueles que não têm trabalho e sustente o compromisso de quantos possuem responsabilidades públicas em campo político e económico a fim de darem o seu melhor na busca do bem comum e na protecção da dignidade de cada vida humana.
Onde nasce Deus, floresce a misericórdia. Esta é o presente mais precioso que Deus nos dá, especialmente neste ano jubilar em que somos chamados a descobrir a ternura que o nosso Pai celeste tem por cada um de nós. O Senhor conceda, particularmente aos encarcerados, experimentar o seu amor misericordioso que cura as feridas e vence o mal.
E assim hoje, juntos, exultemos no dia da nossa salvação. Ao contemplar o presépio, fixemos o olhar nos braços abertos de Jesus, que nos mostram o abraço misericordioso de Deus, enquanto ouvimos as primeiras expressões do Menino que nos sussurra: «Por amor dos meus irmãos e amigos, proclamarei: “A paz esteja contigo”»! (Sal 122/121, 8).

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Natal

Natal 
Primeira Leitura - Is 9,1-6
Salmo Responsorial - Sl 95
Segunda Leitura - Tt 2,11-14
Evangelho - Lc 2,1-14
Reflexão 
Todo ano temos o costume de montar o presépio em nossas igrejas e casas. Podemos olhar para o presépio e perguntar: o que de fato enxergamos? A cena é do nascimento de Jesus, aquilo que aconteceu 2000 anos atrás. Esta cena nos atrai, gostamos de olhar para o presépio e contemplar aquela cena. Mas, pensando bem, não foi nada de extraordinário. É simplesmente a cena do nascimento de uma criança e uma criança pobre. Algo que acontece todos os dias. Mas, a cena do nosso presépio é especial e só pode ser compreendido com os olhos da fé. A fé enxerga para além das imagens no presépio, para algo que nos toca, pois é uma cena da manifestação do verdadeiro amor. Deus assumiu a nossa natureza, foi ao nosso encontro para nos indicar o sentido da vida e nos mostrar o caminho do amor e da verdade.
Mas é preciso lembrar que esta noite não é somente para contemplar a cena do presépio, mas também experimentar o nascimento de Jesus em nossas vidas. É uma experiência comum para todos os cristãos de todos os tempos. Jesus nasce novamente e nós, pela vivência do amor, atualizamos a cena do presépio em nossa vida. Por isso, podemos dizer que Jesus continua nascendo e, nós, fazemos hoje a experiência do presépio.
Para compreender melhor esta experiência podemos também lembrar de tantas pessoas que no passado que viveram a cena do presépio em suas vidas. Vamos então usar nossa imaginação e trazer personagens do passado para os nossos dias e perguntar para eles – quando e como foi que Jesus nasceu para eles?
Primeiramente, podemos perguntar para Pedro e certamente ele vai responder: Naquela noite quando os sumos sacerdotes levavam Jesus e eu ficava no pátio, perto da fogueira, três pessoas me perguntaram se eu conhecia aquele homem e eu neguei. Naquela hora compreendi a misericórdia de Deus e que Jesus é o Filho de Deus, assim ele nasceu na minha vida.
Perguntamos para Paulo e certamente ele responderá: na estrada de Damasco quando eu, convencido da lei dos Judeus, pensavam que era necessário perseguir os cristãos. De repente uma luz me envolveu e escutei uma voz – Saulo, Saulo, porque me persegues? Fiquei cego, mas três dias depois recuperei a minha visão e enxerguei o mundo novo. Neste dia Jesus nasceu na minha vida.
E se perguntamos para Tomé, ele vai responder: Certamente quando Jesus apareceu ressuscitado e pediu que eu tocasse nas suas chagas. Compreendi que ele é o caminho, a verdade e a vida. Jesus nasceu na minha vida.
E Judas, o que ele vai responder:  Quando vi o julgamento de Jesus, um homem justo e inocente condenado, vi que Jesus esta acima de qualquer tesouro terreno. Não consegui compreender a misericórdia de Deus, mas mesmo na minha fraqueza, Jesus mudou toda a minha vida.
João Batista vai nos dizer: Na hora do batismo de Jesus, escutei uma voz do alto – Este é meu Filho amado, escutem o que ele diz – compreendi o que significa preparar o caminho. O Messias nasceu em minha vida.
Os pastores foram os primeiros a visitar o menino recém-nascido eles vão nos dizer: O anjo apareceu e nos anunciou uma Boa Notícia, vocês vão encontrar um recém-nascido deitado na manjedoura e enrolado em panos. Fomos correndo e acreditamos que aquela criança era o Salvador do mundo. Nasceu para nós a esperança do mundo novo.
Maria, a mãe de Jesus, vai responder: Em Belém, sob as estrelas e aquela luz, eu e José recebemos a visita dos pastores. Era o nascimento de um novo tempo, pois meu filho ensinou o mandamento do amor e por este amor morreu por nós. Me tornei a serva do Senhor e por causa disto, a Palavra habitou entre nós e se tornou carne.
Outra pessoa que podemos perguntar, é Francisco de Assis e ele vai nos dizer: Quando estava na praça pública, diante do meu pai, o bispo e o povo, entreguei a bolsa, a roupa e até meu próprio nome, compreendi o que é viver o evangelho e Jesus se tornou a razão da minha vida.
Então nesta noite o presépio nos fala, não é somente uma cena com imagens, mas a realidade do encontro de Deus com a humanidade. Encontro que não só aconteceu 2000 anos atrás mas continua acontecendo na vida de cada um de nós
Então, a pergunta continua atual para nós hoje, quando Jesus nasceu? Esta pergunta deve ser respondida por cada uma de nós e, para responder, é preciso olhar para dentro de nós e recordar a experiência que nos leva a compreender que o presépio é o encontro de Deus conosco, que a Boa Notícia continua acontecendo hoje e que nós vivemos a experiência do presépio quando seguimos o mandamento do amor que Jesus nos ensinou. E para viver o amor que Jesus nos ensinou, não podemos separar o natal da realidade atual – quem contempla o presépio contempla a vida e reconhece o compromisso de lutar em favor da vida das pessoas, da natureza e de toda criatura.
Frei Gregório Joeright, ofm

Feliz Natal de Jesus!

A Área Pastoral São Sebastião-Santissimo deseja um feliz natal para todos os comunitários e amigos. Que Jesus nasça no coração de cada um. 
#nataldejesus

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

UMA MENSAGEM DE NATAL

 
“Se você não sabe rezar sentindo o   
calor e o brilho do sol
Se você não sabe rezar ouvindo um pássaro cantar.
Se você não sabe rezar olhando o colorido da flor
Se você não tem sensibilidade de admirar um nascer e um por de sol.
Se você não percebe o colorido dos vegetais.
Se você não sabe rezar através do vento, da chuva, do raio;
Se seus lábios não se moverem em prece diante do mar e da cascata;
Se seus olhos não se elevarem ao céu diante do azul do firmamento e do brilho das estrelas;
Se sua mente não parar de pensar para simplesmente ficar olhando os fenômenos do universo...
Você jamais terá a experiência do Natal.
Você jamais sentirá o espírito do Natal.
Você jamais acreditará com fé simples.
Você jamais será alguém que rezará com simplicidade.
O universo, com todas as criaturas, é o rosto do Espírito do Natal. 
Tudo é símbolo.
Tudo é sinal.
Tudo é caminho.
Tudo é um através.
O universo é o altar.
As criaturas são os símbolos.
O homem é a alma.
O homem pleno do espírito natalino é aquele que escuta os outros seres falarem e se comunica com todos na grande caminhada rumo a um mundo mais solidário e fraterno.”

(Chico de Assis – adaptação)

FELIZ NATAL, COM ALEGRIA, PAZ, SUCESSO, SAÚDE E PROSPERIDADE NO NOVO ANO.
Contribuição: José Baldino S. Vasconcelos