segunda-feira, 22 de agosto de 2016

FESTA DE NOSSA SENHORA DA ASSUNÇÃO


Cor: Branco
1ª Leitura - Ap 11,19a; 12,1-6a.10ab
Salmo - Sl 44(45),10bc.11.12ab.16 (R. 10b)
2ª Leitura - 1Cor 15,20-26.28
Evangelho - Lc 1,39-56

Reflexão 

Na semana atrasada, eu e minha irmã tivemos a oportunidade de ir para a Missão São Francisco no alto Tapajós entre os indígenas Munduruku. Fomos num avião monomotor e ao chegar na pista da Missão, não foi possível aterrissar por causa de tanta fumaça no ar. Aí nosso piloto disse que o único jeito era ir para uma pista mais perto e depois tentar chegar à missão mais tarde. Fomos para o garimpo Crepurizão. Já era a hora do almoço e compramos uma marmita e depois fomos sentar numa mesa no fundo do hangar. Lá tinha uma mulher que cozinhava e começou a conversar conosco. Ficou com muita alegria quando soube que eramos frades. Mas ela logo começou a chorar por causa das dificuldades que enfrentava. Ela dizia que sentia muita falta de missa e quando ela ia para a igrejinha na comunidade, muitas vezes ficou do lado de fora para rezar o terço porque a porta estava trancada. No meio desta realidade tão dura de garimpo, com tanta exploração, sofrimento, destruição e desvalorização da vida, ela não perdia a fé e a esperança. Ao sair daquele lugar onde o mundo gira em torno do ouro, eu só podia pensar que havia ali uma mulher de muita fé. Ela vivia entre muito sinais de morte, mas a fé e a esperança dela eram sinais de vida.
Na primeira leitura do livro de Apocalipse, aparecem dois sinais:
Uma mulher que está grávida, vestida do sol e uma coroa de doze estrelas. Era uma mulher de fé como sinal de vida
Depois, o dragão, cor de fogo, sete cabeças e dez chifres, com a cauda arrastava uma terça parte das estrelas do céu. 
O que representa estes sinais: a mulher é Maria, mas também a Igreja. O dragão é o mal, mas também o império do mal que era o Império Romano. Entre a mulher e o dragão não há como ganhar, pois, a mulher está grávida de vida nova e sem defesa. Ela representa as pequenas comunidades que estavam nascendo no meio do Império Romano como sinais de vida. Parece que não tinha como resistir, mas é a força de Deus que ganha diante do mal. 
No Evangelho escutamos sobre a visitação de duas mulheres que não podiam ficar grávidas e que se encontram. É o encontro da vida e da esperança: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do teu ventre”.
Maria proclama a Magnificat, mostrando a sua fé na transformação realizada por Deus:
No campo religioso: Deus derruba as auto-suficiências humanas, confunde os planos daqueles que nutrem pensamentos de soberba, que se afastam de Deus e oprimem os homens.

No campo político: Deus derruba a desigualdade humana, "abate os poderosos de seus tronos e eleva os humildes". Não quer aqueles que exploram os outros, mas aqueles que estão a serviço dos povos para promover o bem das pessoas e da sociedade, sem discriminações raciais, culturais ou políticas.
No campo social: Deus confunde a classe baseada no dinheiro e na riqueza. "Cumulou de bens aos famintos e despediu os ricos de mãos vazias"…para instaurar uma verdadeira fraternidade na sociedade, porque todos são filhos de Deus.
Nesta festa da Assunção, Maria nos ensina três segredos: 
O segredo da fé: “Eis aqui a serva do Senhor”.
O segredo da esperança: “Nada é impossível para Deus”.
O segredo da caridade: “Maria pôs-se a caminho”.

Por isso, a Assunção não é apenas uma verdade para se crer, mas sobretudo um mistério para penetrar. 
É o desejo de vida que todos nós temos. Celebrar a Assunção de Maria é também lembrar que apesar de tantos sinais de morte, nós podemos ser sinais de vida e que pelo nosso compromisso de cristãos cercados pelo grande dragão, somos capazes de vencer o mal pelo bem. Como Maria e como aquela mulher que era sinal de fé no meio de tantos sinais de morte, nós também precisamos também vencer o mal e a morte e viver conforme os desígnios de Deus, sendo sinais de vida.
Frei Gregório Joeright, ofm

ENCONTRO GERAL- CATEQUESE DE ADULTOS

Neste último sábado, em São Sebastião, aconteceu mais um encontro geral da catequese de adultos. A reflexão sobre a Oração do Pai-nosso, foi conduzida pelo Frei Gregório Joeright, ofm. O encontro acontece no fim de semana que antecede o Rito da Entrega do Pai-Nosso, mais um rito do Itinerário Catequético. Contamos com a participação de grande parte dos nossos postulantes e introdutores. Que o Senhor os sustente na caminhada!










sábado, 30 de julho de 2016

18º DOMINGO Tempo Comum

1ª Leitura - Eclo 1,2; 2,21-23
Salmo - Sl 89,3-4.5-6.12-13.14.17 (R.1)
2ª Leitura - Cl 3,1-5.9-11
Evangelho - Lc 12,13-21
Reflexão 
Vaidade das vaidades, tudo é vaidade!  São as palavras do autor do livro Eclesiastes, a primeira leitura da liturgia de hoje. Parece que são palavras sínicas! De alguém que se desgostou da vida, não encontra mais sentido na vida e acha até que o sofrimento e as dificuldades da vida nos colocam diante da futilidade da própria existência. 
De fato, podemos olhar para os valores que são postos para nós. Parece que o consumismo tomou conta do nosso mundo. Muitas pessoas pensam que consumir mais coisas é alcançar a felicidade, mas no fim das contas, quanto mais o desejo de consumir tanto mais a futilidade das coisas. O produto que compramos hoje sai de moda amanha! Se compro uma televisão da última geração, ela já está fora da moda antes de terminar as prestações. O desejo de um carro 0 Km, quando sai da concessionaria o seu valor já diminui 20%. Oh sim, quero um celular que faz tudo, no fim nem 20% dos recursos que tem são usados, e gastei uma fortuna. Sim, é preciso comprar mais e mais, pois assim alcançamos a felicidade, mas no fim ficamos frustrados porque sempre tem uma nova moda, um novo produto, e nunca ficamos satisfeitos, pois continuamos sempre desejando mais e mais.  Então quando as pessoas não conseguem adquirir os últimos lançamentos, ficam irrequietas, quando conseguem ficam enjoadas. Oh, vaidade das vaidades!
Talvez foi esta insatisfação humana que levou um homem do meio da multidão a pedir a Jesus: “Mestre, diz para meu irmão que reparta a herança comigo”. O homem quer que Jesus resolva uma briga de família por causa de bens materiais. Jesus, porem não mostra interesse por isto, sua missão é outra. Para Jesus o que interessa é a conversão para os valores do Reino de Deus. Não que Jesus critique o desejo de viver com dignidade com aquilo que é necessário, mas o que ele denuncia é a mania de depositar e esperança nas riquezas, perdendo a oportunidade de reunir os verdadeiros tesouros. 
Então o verdadeiro tesouro é o que depositamos junto a Deus por meio da solidariedade para com as pessoas, especialmente os mais necessitados. É essa a ideia da parábola de Jesus sobre o homem que fez uma grande colheita e ficou pensando onde guardar toda a sua riqueza, construir depósitos maiores para ter reservas para muitos anos, mas que loucura, pois no final das contas não ia levar nada porque na mesma noite ia pedir de volta a sua vida! Vaidade das vaidades! O ensinamento de Jesus é fundamental: “Onde está o teu tesouro, aí estará também o seu coração. ”
A liturgia de hoje então nos ensina uma grande lição. No evangelho de São Lucas estamos no caminho para aprender o que significa segui-lo. Hoje em dia é muito comum colocar tudo no seguro: há seguro de vida, para carros, roubo, incêndios, acidentes. Mas é preciso também assegurar nossa vida de fé.  O dinheiro nos dá uma falsa sensação de segurança. A nossa única segurança é a vida que levamos em consequência daquilo que acreditamos. 
Assim aquilo que temos não pode ser instrumento de separação ou briga entre as pessoas como muitas vezes acontece, mas sim comunhão com Deus e com os irmãos. Vivemos esta comunhão na partilha e na solidariedade. Senão tudo é vaidade e nunca entenderemos o que Jesus nos ensina: “Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”.
Frei Gregório Joeright, ofm

sexta-feira, 29 de julho de 2016

MISSA NAS FESTIVIDADES DE SANT'ANA

Nesta última quarta-feira (27/07), a Área São Sebastião-Santíssimo esteve presente na comunidade de Sant'Ana para juntos celebrar a Santa Eucaristia. A Comunidade do Santíssimo Sacramento seguiu em procissão pelas ruas de nosso bairro até a igreja de Sant'Ana. As ceb´s de nossa área responderam ao convite e participaram com muita alegria e disposição. Foi um belo momento de encontro das comunidades que compõem a Rede Franciscana.









quarta-feira, 20 de julho de 2016

MISSÃO JOVEM DE FÉRIAS


Neste dias 15,16 e 17 de julho, aconteceu a Missão Jovem de Férias, na Paróquia do Cristo Libertador. A missão foi realizada em três comunidades: São Francisco, Santa Clara e Divino. Cerca de cem jovens das paróquias de Cristo Libertador e do Santíssimo Sacramento estiveram presentes. A missão teve o mesmo tema da JMJ 2016: "“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” (Mt 5:7). Na sexta e sábado pela manhã contamos com formação para a missão e sobre o tema proposto. O fio condutor foi a misericórdia, mostrando-nos que ela não é discurso, mas o agir. A tarde foi realizada as visitas missionárias nas casas dos comunitários. No domingo pela manhã depois da Celebração Eucarística presidida por Frei Haroldo, as visitas continuaram. E um grande almoço festivo marcou o fim da Missão. Foram dias de partilha de experiências, muitas alegrias, dias de vivenciar o acolhimento dos comunitários. Que o Senhor sustente em cada um dos jovens o espírito permanente da missão e que testemunhem com vida a Boa-Nova de Jesus de Nazaré! 
"Juventude Missionária, inquieta e solidária."






segunda-feira, 4 de julho de 2016

ENCONTRÃO DAS CEB´S - REGIÃO 1 E 2

Neste último domingo (03/07) aconteceu no salão do Colégio São Francisco mais um encontro de formação para os animadores de ceb´s e lideranças, das regiões 1 e 2 de Pastoral. O encontro contou com uma boa participação das paróquias. Nossa área esteve com um expressivo número de participantes. Dando continuidade ao estudo iniciado no mês de abril. Agora os representantes ficam responsáveis de multiplicar este estudo em suas respectivas áreas pastorais. A assessoria ficou por conta da equipe de Ceb´s diocesana. Foi um belo encontro do povo de Deus que busca incentivar, animar e revitalizar nossas comunidades eclesiais de base. 








sábado, 2 de julho de 2016


São Pedro e São Paulo, Apóstolos . Solenidade

Cor: Vermelho 
1ª Leitura - At 12,1-11
Salmo - Sl 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5)
2ª Leitura - 2Tm 4,6-8.17-18
Evangelho - Mt 16,13-19
Reflexão 
Hoje celebramos a festa de São Pedro e São Paulo - dois apóstolos que marcaram o início da Igreja. Cada um com seu carisma ajudou no crescimento da fé das pessoas e no fortalecimento das comunidades. Lembramos um pouco da vida destes dois apóstolos.
São Pedro era um simples pescador, encontrou com Jesus depois de uma noite de pescaria sem pegar nada. Jesus disse: "avance para as águas mais profundas". Pedro fez o que o Senhor tinha dito e aconteceu a grande pescaria. Vendo tanto peixe, Pedro se lançou aos pés de Jesus e disse: "Afaste-se de mim, pois sou um pecador". Jesus respondeu: "Não tenhas medo, será pescador de gente". 
Pedro também estava disposto a dar a vida quando disse a Jesus: "Senhor, estou pronto para morrer com o Senhor". Entretanto, poucas horas depois, negou Jesus três vezes. Mas ele reconheceu sua infidelidade e chorou amargamente.
No Evangelho de hoje, Jesus e os discípulos estavam caminhando lá no norte da Galileia, longe do centro do poder. Jesus então pergunta: "Quem o povo diz que eu sou".  Depois de responderem, pergunta de novo: “Vocês, quem dizem que eu sou?" Aí aconteceu a profissão de fé de Pedro e Pedro se torna a pedra da construção da Igreja. 
São Paulo era um grande perseguidor, fariseu que colocava a Lei como o sentido da vida dele. Aprovava a morte de Estevão, primeiro mártir da Igreja.
Na estrada de Damasco fez o encontro com Jesus: "Saulo, Saulo, porque me persegues?" Sou Jesus a quem você persegue!  Ficou cego, mas depois de três dias recuperou a vista, se batizou e se tornou um grande missionário, fundador de comunidades. No fim da vida, ele podia confirmar: "Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé". 
Foram santos do passado, pessoas que maracarm o início do Cristianismo. A fidelidade a Jesus tocou a suas vidas e as modificou dando uma nova direção, de compromisso com o Reino. Por isso, podemos dizer que também são santos para hoje. Modelos para a nossa vida cristã.
Viviam no tempo de muita exploração, de conflitos na sociedade. Apesar disto souberam descobrir a verdade sobre Jesus e anunciar esta verdade. Nós também vivemos num tempo de muita exploração, injustiça e desrespeito pela vida. Como São Pedro e Paulo queremos que a verdade do evangelho possa nos ajudar a combater os males deste mundo.
São também modelos de vida comunitária, pelo compromisso com Cristo fortaleceram as comunidades. Hoje por causa do individualismo quando cada um decide o que quer, a vida comunitária se torna um grande desafio, que o exemplo deles possa ajudar cada um a viver em comunidade hoje.
Os dois eram grandes missionários. Enfrentavam todo tipo de dificuldade, mas não desistiram da missão. Hoje também celebramos o dia do papa e podemos dizer que o Papa Francisco tem nos inspirado a viver a mesma fidelidade a Jesus como Pedro e Paulo. Neste ano da misericórdia, também somos chamados a viver a compaixão como seguidores de Jesus. O Papa mesmo nos ensina sobre a cultura do encontro que passa pela misericórdia e pela capacidade de perdoar e viver a verdadeira fraternidade como Jesus mesmo nos mostrou.
Toda a Igreja hoje, nesta festa de Pedro e Paulo, deve ficar mais consciente da sua missão de anunciar Jesus e viver os valores do evangelho. Que o exemplo deles seja exemplo para nós como discípulos-missionários hoje. Assim como São Paulo, podemos dizer: "Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé".
Frei Gregório Joeright, ofm