sábado, 23 de janeiro de 2016

3º DOMINGO Tempo Comum

Cor: Verde
1ª Leitura - Ne 8,2-4a.5-6.8-10
Salmo - Sl 18,8.9.10.15 (R. Jo 6,63c)
2ª Leitura - 1Cor 12,12-30
Evangelho - Lc 1,1-4;4,14-21
Reflexão 
Todos nós gostamos de ficar numa roda de amigos para contar histórias do passado. É tão bom lembrar acontecimentos, fatos, experiências que fazem parte da nossa vida. Mas, muitas vezes quando falamos do passado, idealizamos o que aconteceu, frequentemente comentamos que naquele tempo as coisas eram bem melhores que hoje. Mas, ao mesmo tempo que idealizamos o passado, trazemos para hoje e atualizamos para o presente o que aconteceu. Naquele tempo foi assim, mas hoje é diferente. De fato, temos uma tendência de idealizar o passado, com certeza não porque somente queremos lembrar, mas porque queremos viver o mesmo ideal hoje.
Foi isto que Jesus fez quando entrou na sinagoga. Pegou o livro do profeta Isaías, olhando para a situação do passado e lembrando a missão do profeta, ele leu: "O Espírito do Senhor está sobre mim... para proclamar o ano de graça " Relembra o ano da graça, o ano jubilar, quando as dívidas eram perdoadas, acontecia a partilha, e o povo vivia a igualdade do projeto de Deus. Jesus relembra o passado não para retornar ao passado, mas para viver o ideal que era vivido, pois depois ele disse: "Se cumpriu hoje as palavras que vocês acabaram de ouvir". 
Jesus atualiza para agora o ideal do passado. Também aconteceu a mesma coisa com o profeta Neemias. O povo voltou do cativeiro e o sofrimento era demais. Era preciso retomar o caminho, todos foram convidados a escutar a ouvir a Palavra de Deus, o dia inteiro, de pé, e o povo choravam aquilo que se vivia, pois agora estava longe do ideal. Mas, ao terminar a leitura, todos são convidados a voltar para casa, viver a partilha e assim retomar o caminho para a vivencia do projeto de Deus. Neste novo caminho, vão encontrar a felicidade, pois a alegria do Senhor é força para encontrar o ideal. 
Este mesmo ideal também é apontado por São Paulo. A comunidade era dividida entre Judeus, pagãos, escravos, livres, ricos e pobres. Era preciso retomar o ideal do corpo de Cristo, cada um, um membro deste corpo e todos com o mesmo valor e dignidade.
Viver o ideal do Reino de Deus hoje também é difícil. O que toma conta do mundo em que vivemos é o individualismo, cada um por si. Parece que a sociedade de hoje não tem mais nenhum ideal, pois cada um procura seus próprios desejos e sua satisfação pessoal no momento. Acreditar que um outro mundo é possível não conta mais, e o resultado disto é a violência, a sociedade dividida, a destruição da natureza. 
Diante disto, devemos lembrar que nenhuma comunidade se constrói sem a Palavra de Deus. É a Palavra que nos questiona e provoca conversão. Sem o alimento da Palavra, o corpo se enfraquece e cada um pensa em si sem pensar que todos os membros são importantes. É a Palavra que nos propõe um ideal a ser vivido e precisamos lembrar que sem ideal nunca teremos a possibilidade de mudar. É o ideal que temos na frente que nos empurra para mudar o presente e construir algo melhor. 
É a Palavra de Deus que nos aponta o ideal e o estudo da Palavra nos une como irmãos e irmãs ao redor da mesma fé e nos torna responsáveis uns pelos outros. É através do estudo e da meditação da Palavra que atualizamos o que aconteceu no passado e somos formados a viver o amor e praticar a justiça hoje.
Jesus dizia que hoje se cumpriu as Escrituras que vocês acabam de ouvir. Que estas palavras de Jesus possam reacender em nós a vivência do ideal cristão.
Frei Gregório Joeright, ofm

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

E a festa de São Sebastião continuou nesta quarta-feira dia de São Sebastião e quinta-feira. Foram bonitos momentos de celebração e confraternização. 












E a festa continua hoje, Celebração Eucarística às 19h15 e depois o nosso arraial com jantar. Participe conosco!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

VIDA DE SÃO SEBASTIÃO


São Sebastião foi um dos muitos soldados romanos que por sua fé em Jesus foi martirizado. Nosso santo nasceu em Narbona, França, no final do século III e seu pai era militar e nobre. São Sebastiao quis seguir a carreira do pai, e foi um soldado do exército, chegando a ser capitão da primeira corte de guarda pretoriana, um cargo que só se dava a pessoas ilustres e corretas.
Sua dedicação a sua carreira valeu elogios de seus companheiros e principalmente do imperador Maximiano. Mas o imperador ignorava que Sebastião era um cristão de coração e ainda que mesmo cumprindo as suas tarefas militares, não tomava parte nos sacrifícios nem nos atos de idolatria. Sempre que podia, visitava os cristãos encarcerados e ajudava aos mais fracos, doentes e necessitados. Podia se dizer que era um soldado dos dois exércitos: o de Cristo e o de Roma.
Maximiano empreendeu uma depuração de elementos cristãos nas forças armadas expulsando todos os cristãos de seus exércitos. O imperador sentiu-se traído por Sebastião e rapidamente o chamou e exigiu que renunciasse ao cristianismo.
Ante tal situação, Sebastião comunicou ao imperador que não queria renunciar as suas crenças cristãs e por isso, foi condenado à morte, e de uma maneira mais desumana possível. Ordenou que seus melhores arqueiros o flechassem! Os arqueiros o desnudaram, levaram-no ao estádio de Palatino, o ataram a um poste e lançaram nele uma chuva de flechas e o abandonaram para sangrar até a morte.
Irene, uma mulher cristã, providencial, que apreciava os conselhos de Sebastião, foi ao local onde estava o santo, e com assombro, comprovou que o mesmo ainda estava vivo.
Irene, junto com um grupo de amigos, desamarrou Sebastião e o escondeu em sua própria casa, curando as suas feridas.
Passado um tempo, nosso querido santo, já curado, quis continuar seu processo de evangelização e em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo a Maximiano, o qual ficou assombrado.
Maximiano não deu ouvidos aos pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir aos cristãos e ordenou a seus soldados que o açoitassem até a morte. Depois, o imperador ordenou que ele fosse jogado em uma fossa de modo que os cristãos não o encontrassem.
Mas mais tarde o corpo de Sebastião foi encontrado por uma cristã chamada Lucina e, conforme a tradição, ela enterrou o corpo de Sebastião no jardim de sua casa que ficava situado na Via Ápia onde está hoje sua Basílica. Sebastião foi martirizado no ano de 287 DC. 
Mais tarde a Igreja construiu na parte posterior da catacumba um templo em honra do santo: A Basílica de São Sebastião que lá existe até hoje e recebe grande romaria dos seus devotos. Existe ainda uma capela em Palatino em homenagem a São Sebastião.

FESTA DE SÃO SEBASTIÃO - 2016


E nesta terça-feira a nossa festa continuou com a Noite da Partilha entre as ceb´s de nossa área. Às 19h15 foi realizada uma celebração penitencial e a abertura da Porta da Misericórdia. Após a celebração, o nosso arraial foi animado pela Banda Renovai e Pagojufra. As comunitárias do Santíssimo preparam também um bonito carimbó para animar nossa noite. As nossas ceb´s prepararam deliciosas iguarias que foram partilhadas entre todos os presentes. Foi uma bela festa do Povo de Deus. 
E hoje a no dia de São Sebastião nossa festa continua com procissão luminosa saindo às 18h30 de frente da igreja, e na chegada Celebração Eucarística. Teremos ainda arraial com jantar e deliciosas iguarias. Participe conosco!
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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

FESTA DE SÃO SEBASTIÃO - 2016


E as festividades de São Sebastião prosseguiu nesta segunda-feira. Às 19h15 tivemos a Celebração Eucarística, e logo depois tivemos nosso arraial com vendas de deliciosas iguarias e o melhor churrasco do mundo. Animando nosso arraial, contamos com a presença do comunicador Everaldo Cordeiro abrindo sua turnê de shows do projeto Visitação, seu novo trabalho musical em prol do Sistema Diocesano de Comunicação. 
E hoje a noite prosseguimos com a nossa festa com a noite das ceb´s. Às 19h15 teremos a celebração da misericórdia, com a abertura da Porta da Misericórdia, e depois partilha de alimentos entre nossas ceb´s.





segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

FESTA DE SÃO SEBASTIÃO - 2016


E neste domingo a festa de São Sebastião prosseguiu. Pela manhã celebração eucarística com batismo. Ainda pela manhã tivemos o nosso bazar festivo. A noite a programação continuou com a Celebração da Santa Missa presidida por nosso bispo diocesano D. Flávio Giovenale. E o nosso tradicional arraial com o delicioso jantar e atrações musicais. 
E hoje a programação continua às 19h15 celebração eucarística e após teremos vendas de deliciosas iguarias e o Show de Pré-Lançamento do novo CD de Everaldo Cordeiro, em prol do Sistema Diocesano de Comunicação. Participe conosco!









sábado, 16 de janeiro de 2016

2º DOMINGO Tempo Comum

Cor: Verde
1ª Leitura - Is 62,1-5
Salmo - Sl 95,1-2a.2b-3.7-8a.9-10a.c (R. 1a.3b)
2ª Leitura - 1Cor 12,4-11
Evangelho - Jo 2,1-11
“Mulher, a minha hora ainda não chegou. ” São estas as palavras de Jesus quando sua mãe lembra que o vinho acabou na festa do casamento. Parece palavras duras, mas esse evangelho não é para ser lido literalmente e sim simbolicamente. Aqui a mãe de Jesus representa as pessoas que esperam o novo, a realização das promessas de Deus. Pessoas que compreendem que Deus é como o fiel esposo que quer a vida, liberdade e justiça para a sua esposa, o próprio povo. O profeta Isaías também fala deste casamento, a aliança de Deus com seu povo: “Não mais te chamarão abandonada, nem a terra será chamada deserta, teu nome será minha predileta e tua terra será a bem casada”. 
Então a hora de Jesus é quando isto acontece, isto é, quando se realizam as promessas de Deus. Justamente a hora de Jesus é a hora da cruz. É nesta hora da cruz que Jesus realiza um novo casamento, a nova aliança, não dos mandamentos escritos na pedra, mas na lei do amor.
A partir deste entendimento que podemos olhar para os vários símbolos que aparecem neste evangelho:
- O casamento em Caná acontece no 7º dia, o fim da primeira semana da atividade missionária de Jesus. Lembra os 7 dias da criação, pois agora é a nova criação.
- As 6 talhas lembram as pedras da lei, falta algo. Representam a antiga aliança que agora está superada, pois o novo vem, é o vinho novo do Reino do Pai que Jesus vai inaugurar. Fazer o que ele disser significa crer em Jesus como verdadeiro esposo da humanidade. É Jesus que traz a vida em plenitude. Isto se confirma quando Jesus está na cruz e o soldado traspassa o coração de Jesus com a espada. Imediatamente, sai água e sangue, água transformada em vinho, vinho transformada em sangue, é a plena realização dos sinais de Jesus. 
Todos estes sinais apontam para a nova criação e é pela cruz que se realiza nova vida, pois Jesus venceu a cruz e ressuscitou. Então podemos perguntar: O que o milagre do casamento, a água transformada em vinho, significa para nossa fé e nossa vida?
Muitas vezes caímos na mesma rotina, nossa pratica de fé é limitada para o caminho mais fácil. Ficamos acomodados e pouco ou nada queremos mudar.
Vinho novo significa:
Primeiro, conhecer a pessoa de Jesus, sua palavra é a verdade e o seu caminho é o amor. Somos capazes de vencer o nosso egoísmo e os nossos interesses para viver o amor? Podemos lembrar a vida de São Sebastião, o militar que assumiu a fé em Jesus e lutou pela dignidade das pessoas do seu tempo. São Sebastião não somente escolheu o caminho de Jesus mas deu a vida como testemunho de amor e de misericórdia com os que mais sofriam nas prisões.
Segundo, sentir parte da comunidade, não estou aqui só para exigir da comunidade ou usar a comunidade quando eu preciso ou de acordo com meus próprios interesses. Sou capaz de transformar a água em vinho pela participação colocando meu tempo e dons para a edificação da comunidade, mostrando o sentido da pertença e compromisso. São Paulo lembra isto quando diz: “A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum”. 
Depois, lutar pela justiça, pois é preciso transformar o mundo. Todos precisamos experimentar o vinho novo da transformação e da sociedade nova, pelo compromisso com a justiça e a paz de cada cristão. Para isto, é preciso lembrar que não devemos ser cristãos só de nome, mas da verdadeira vivencia da fé pelo nosso compromisso em transformar a água em vinho novo do Reino.
Então, fazer o que ele disser é seguir a proposta de Jesus experimentando o vinho novo do Reino e vivenciando o verdadeiro compromisso cristão. Fica a pergunta: Somos capazes hoje de transformar a água em vinho e fazer tudo que Jesus disser. Esperamos que a nossa festa de São Sebastião possa nos ajudar a viver o que professamos.
Frei Gregório Joeright, ofm